A panificação no Brasil!

Aqui no Brasil a história do pão tem um tempero todo especial!

A panificação no Brasil! - Doce na Medida

O começo da panificação no Brasil

O pão chegou ao Brasil pelas mãos dos portugueses, claro! Mas, olha, não foi amor à primeira mordida não! Nos primeiros séculos de colonização, os brasileiros estavam mais acostumados a outros tipos de alimentos à base de mandioca, como o beiju e a farinha. O trigo, ingrediente essencial do pão, não se adaptava muito bem ao clima tropical, então ele era importado de Portugal, o que tornava o pão um artigo de luxo, consumido apenas pelos mais ricos.

Agora, imagina só: na época, um pãozinho não era algo que você encontrava fácil na esquina. Até o século XIX, padarias eram raras, e quem quisesse pão tinha que fazer em casa. E como fermento biológico ainda não existia, as massas eram fermentadas naturalmente, como no levain de hoje.


O crescimento das padarias e o pão francês

Foi só com a chegada da família real portuguesa ao Brasil, em 1808, que a panificação começou a ganhar força. Com a abertura dos portos, mais trigo começou a chegar por aqui e, aos poucos, as padarias começaram a se espalhar. O Rio de Janeiro e São Paulo foram os primeiros grandes centros de panificação.

E falando em São Paulo... foi aqui que surgiu o nosso famoso pão francês. Mas calma, que ele não tem nada a ver com os pães que se come na França! No final do século XIX e início do século XX, os brasileiros queriam um pão que se parecesse com os pãezinhos dourados e crocantes da Europa. Então, os padeiros paulistas desenvolveram uma versão adaptada, mais aerada e com casquinha fina. O nome "pão francês" pegou, e hoje ele é um dos pães mais consumidos no Brasil.


A evolução da panificação brasileira

Com a imigração europeia – especialmente italiana e alemã –, a cultura da panificação no Brasil se diversificou. Os italianos trouxeram focaccias, ciabattas e pães rústicos, enquanto os alemães popularizaram o centeio e pães mais densos. Cada grupo foi deixando sua marca, e os brasileiros foram dando aquele toque especial.

A partir da década de 1950, com o avanço da indústria alimentícia, a produção de pão se modernizou. O fermento biológico substituiu a fermentação natural em grande escala, e os pães de forma industrializados começaram a dominar o mercado. O pãozinho francês continuou firme e forte, mas agora dividido com pães embalados e de longa duração.


A panificação no Brasil hoje

Atualmente, a panificação brasileira é um mix de tudo isso: temos desde grandes redes de panificação e produção industrial até pequenos empreendedores que resgataram as técnicas artesanais. O pão caseiro voltou a ser tendência, principalmente com o movimento de fermentação natural. Sem falar nas padarias brasileiras, que são um espetáculo à parte: onde mais você encontra pão, bolo, coxinha, pudim e até refeição no mesmo lugar?

Hoje, o Brasil tem uma panificação única, com influências do mundo todo, mas sempre com um jeito nosso. A gente adora um pão quentinho na chapa, pão doce com creme e coco, e até aquele pão de queijo (que tecnicamente não é pão, mas vamos combinar que não tem como deixar de fora).

E o melhor de tudo? A panificação no Brasil está sempre evoluindo, seja no forno da padaria ou na cozinha de quem faz para vender. E aí, qual é o seu pão brasileiro favorito?

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